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Mercado ao rubro

Posted by Patricia Cordeiro on 12 Março, 2018
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Este peso cada vez maior dos cidadãos estrangeiros é admitido pela própria Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), que revela que o investimento estrangeiro para compra de habitação em Portugal teve uma representatividade na ordem dos 20% em 2017.

De acordo com os dados da associação, o mercado francês mantém-se no top dos estrangeiros que mais investem no país (29%) mas é o investimento brasileiro que mais tem crescido, representando já cerca de 19% da compra de casas por estrangeiros em Portugal. No top cinco seguem-se os ingleses (11%), os chineses (9%) e os angolanos (7,5%).

Para o Presidente da APEMIP, Luís Lima, esta ascensão dos brasileiros não é uma surpresa. «Há cerca de três anos que tenho chamado a atenção para o potencial que o investidor brasileiro representa para o imobiliário nacional, que se acentuou não só com a instabilidade política, social e económica que o Brasil atravessa, mas também com a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos da América, que fez com que muitos brasileiros que haviam investido na Florida, como é tradicional, procurassem alternativas seguras, como o imobiliário português» declara, prevendo que esta representatividade possa continuar a crescer no decorrer de 2018.

Em Lisboa e Porto, são já os brasileiros que dominam a compra de casas por estrangeiros (com uma representatividade de 24% e 27%, respetivamente), no entanto, no Algarve e no âmbito nacional, são os franceses que ocupam os lugares cimeiros.

Para o presidente da APEMIP, o desafio prende-se agora com a tentativa de travar a quebra no investimento chinês. «Os chineses ainda representam 9% do total das vendas a estrangeiros, mas não podemos deixar de realçar a quebra deste investimento no panorama nacional. É necessário que os procedimentos do programa de autorização de investimento para atividades de investimento sejam rapidamente normalizados, para evitar eventuais impactos negativos e desconfianças que os atrasos (na emissão e renovação de vistos) que hoje se verificam possam ter junto destes cidadãos», salienta.

T2 e T3 são as tipologias mais desejadas por estrangeiros e Lisboa, Porto e Algarve continuam a ser as regiões mais procuradas pelos investidores internacionais que querem apostar no segmento habitacional português. No entanto, para Luís Lima, em 2018, esta procura deverá dispersar-se por outras regiões do país. «Há cada vez mais investidores interessados em apostar na compra de casa em locais fora das rotas habituais. Muitos, porque têm laços familiares que os unem a determinadas regiões do país, outros porque procuram alternativas de investimento através da aposta no turismo rural, por exemplo. As perspetivas são boas, e trarão também a estas regiões novas dinâmicas económicas que promoverão o seu desenvolvimento».

Fonte:https://ionline.sapo.pt/602874

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